Táxi, transfers e turismo
Custo do regresso sem passageiro
Em táxi, transfers e turismo, a volta sem cliente é um custo real. Este guia mostra o que contar e como o estimar.
O que entra no regresso em vazio
Deixar o passageiro no destino não fecha a conta. Se o carro volta sem outro cliente, esses quilómetros continuam a gastar. O regresso sem passageiro é um km em vazio: o veículo está na estrada, sem receita nesse trajeto. O cliente paga a viagem que fez. O trajeto de ligação, quando vai vazio, fica do lado de quem opera.
Entram três percursos, sempre sem passageiro a bordo:
- O caminho de volta depois de um serviço.
- A deslocação até ao cliente, antes de o receber.
- O percurso entre dois serviços, de um ponto ao outro.
Não entra o trajeto em que o passageiro vai no veículo. Esse quilómetro tem receita — ou, pelo menos, é o que o preço do serviço devia cobrir. O erro comum é dar o serviço por fechado quando o cliente sai, e esquecer os quilómetros que ainda faltam até voltar a estar em condições de trabalhar.
Táxi, transfers e turismo
No táxi, o regresso é a volta depois de deixar o cliente fora da zona habitual. Uma corrida para a periferia pode parecer boa pelo valor da viagem e, ainda assim, custar o dobro em quilómetros se a volta for vazia. A ida até ao cliente, quando o chama de longe, conta da mesma forma. Uma viagem longa, para outra cidade, segue a mesma lógica no guia de viagens longas e regresso em vazio.
Nos transfers, o caso é direto. Um serviço de hotel para o aeroporto tem muitas vezes o regresso sem novo passageiro, sobretudo fora das horas de maior movimento. O preço tem de chegar para a viagem com cliente e, se não houver volta com passageiro, também para esses km em vazio. Se o preço só cobre a ida, a margem fica no regresso. O caso do aeroporto, com um exemplo numérico, está no guia do transfer para o aeroporto.
No turismo, o padrão repete-se entre hotéis, visitas e pontos de recolha. O grupo vai a bordo num percurso. Entre serviços, o veículo desloca-se muitas vezes sem passageiro. Essa ligação entra no custo do dia, mesmo quando não aparece na conta do cliente.
Numa frota ligeira a conta é a mesma, veículo a veículo: some os regressos e as ligações, em vez de olhar só para as viagens com cliente.
Porque o combustível não chega
É fácil olhar para o gasóleo ou para a eletricidade do regresso e achar que não foi muito. O custo por km da operação inclui o resto: manutenção, pneus, portagens, seguro e a parte do veículo — e do motorista, quando esse custo existe — que se reparte pelos quilómetros do ano.
Um regresso de 40 km, a um custo ilustrativo de 0,40 €/km, são 16 €. Não são os poucos euros de combustível que se vêem no posto. A página sobre o custo do vazio diz o mesmo de outro modo: são km sem receita que diluem a margem. A calculadora aplica o €/km só a esses quilómetros.
Como estimar
Durante uma semana típica, ou no ano, some os km de regresso e de ligação sem passageiro. Se não tiver o número exato, use uma percentagem do total anual: a parte da circulação que passa entre serviços. Introduza os custos do veículo na calculadora. O resultado mostra o custo anual do vazio e o peso no custo total.
Compare dois cenários. A percentagem atual, e uma mais baixa, como se conseguisse emparelhar mais regressos com um novo passageiro. A diferença é o que está em causa quando define o preço de um transfer ou quando aceita um destino longe da base.
Os valores são estimativas. Servem para comparar, não para substituir a contabilidade. A definição do que conta como vazio está nas perguntas frequentes. Quem trabalha em TVDE encontra o mesmo problema na ida ao pedido e no tempo entre viagens, no guia de km em vazio no TVDE. O €/km de base pode vir do CustoPorKM: lá está o custo de cada quilómetro; aqui fica só a parte sem passageiro.